quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cruzeiro volta do intervalo campeão e derrota o Vitória no Barradão

Mesmo já sabendo da conquista do título antes do início do segundo tempo, o time mineiro não tirou o pé do acelerador e conseguiu um excelente triunfo em Salvador
O Cruzeiro é campeão brasileiro de 2013. Tricampeão brasileiro. O time mineiro poderia até perder do Vitória, no Barradão, mas derrotou o rival por 3 a 1 e comemorou a conquista com quatro rodadas de antecedência. Com a derrota do Atlético-PR diante do Criciúma, o Cruzeiro abriu 16 pontos de vantagem na liderança (74 a 58) e não pode mais ser alcançado pelos paranaenses. O Vitória, por sua vez, estacionou na sexta colocação com 51 pontos, a cinco do G4.

Campeão Cruzeiro bateu o Vitória na Bahia
Jogando em casa, o Vitória foi superior ao Cruzeiro no primeiro tempo e criou as melhores oportunidades, mas esbarrou na falta de pontaria dos seus atacantes e na excelente atuação do goleiro Fábio. Apesar de atacar menos, os visitantes foram mais eficientes e abriram o placar com Willian, aproveitando passe preciso de Dagoberto.
Durante o intervalo no Barradão, O Criciúma derrotou o Atletrico-PR por 2x1 em Santa Catarina e garantiu matematicamente o título ao Cruzeiro, independente do resultado na Bahia. Na volta para o segundo tempo,os Jogadores receberam a informação e comemoraram bastante no gramado.
"Agora só falta a gente fechar esse jogo com vitória. O torcedor tem que comemorar bastante mesmo, mas nós jogadores temos que ter tranquilidade para jogar esses 45 minutos fionais", disse o atacante Borges antes do início do segundo tempo.
O centroavante cruzeirense ainda cutucou o rival Atlético-MG. "Campeões, muitos podem ser. Bicampeões, somente alguns. Agora, tricampeão, em Belo Horizonte, só o Cruzeiro”, completou Borges, se referindo às conquistas de 1966 (Taça Brasil), 2003 e 2013 e provocando o rival da cidade, que é campeão brasileiro apenas uma vez, em 1971.
Confira a classificação e os jogos do Brasileirão
Com a bola rolando na etapa final, o Vitória tratou de empatar logo nos primeiros minutos com Dinei, aproveitando bobeira do setor defensivo celeste. Mesmo com o título assegurado, o Cruzeiro não tirou o pé do acelerador e garantiu o triunfo com gols de Júlio Baptista e Ricardo Goulart, para delírio da torcida que celebrou no campo do adversário e dos jogadores no banco de reservas, que abriram mão de assistir ao duelo para fazer festa.
Na próxima rodada, no domingo. o Cruzeiro recebe a desesperada Ponte Preta no Mineirão, que deverá estar lotado para a partida do campeão. No mesmo dia, o Vitória joga novamente em casa, dessa vez contra o Santos.

Cruzeiro derrotou o Vitória no jogo que lhe garantiu o título brasileiro.

O Cruzeiro entrou em campo como (quase) tricampeão brasileiro. Ao menos esse era o ponto de vista da torcida visitante no Barradão, que recepcionou o time azul com uma festa digna de título. Como o Vitória também estava empolgado, os jogadores só puderam realmente cruzar os braços – em protesto orquestrado pelo Bom Senso FC – durante o minuto de silêncio concedido pelo árbitro Paulo Godoy Bezerra.
Quando a partida começou, o Vitória fez questão de estabelecer a correria. O time da casa aproveitou o fato de o Cruzeiro já se sentir campeão para pressionar o adversário nos primeiros minutos de partida. Para vazar o goleiro Fábio, contudo, restava Escudero, Marquinhos e Dinei ajustarem a pontaria em suas séries de finalizações.
O volante Leandro Guerreiro até colaborou para o Vitória abrir o placar. Aos 23 minutos, por exemplo, ele recuou mal uma bola, que foi parar nos pés de Marquinhos, livre de marcação. O Cruzeiro só não tomou o gol porque Fábio fez grande defesa na conclusão do atacante. Pouco depois, em nova falha de Leandro, Escudero arriscou de fora da área e mandou por cima da meta.
Torcedores do Cruzeiro comemoram no Barradão
As inúmeras oportunidades criadas pelo Vitória não significavam que o Cruzeiro apenas assistia à partida. Nos momentos em que atacava, a equipe visitante mostrava que poderia ser letal. Como em um voleio do centroavante Borges, que passou rente à trave. O jogador chegou a se levantar do gramado com um sorriso no rosto, pronto para comemorar.
Mas o Vitória ainda era mais presente no setor ofensivo. Aos 30, Dinei teve a chance de estufar a rede da marca do pênalti. Depois da bela ajeitada de bola de Juan, o centroavante encheu o pé com gosto, porém acertou a placa de publicidade. Para os torcedores rubro-negros, o gol parecia questão de tempo.
E realmente foi. Só que contra o Vitória. Aos 36, Dagoberto fez bom domínio de bola após lançamento longo e acionou Willian, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro Wilson para deixar o Cruzeiro ainda mais próximo da conquista do Campeonato Brasileiro.
Os jogadores do time mineiro nem precisariam esperar o jogo com o Vitória acabar, no entanto, para ratificar o título. No intervalo, eles se reuniram no vestiário para assistir aos minutos finais do triunfo do Criciúma sobre o Atlético-PR. Subiram (ou pularam, tamanha era a alegria) no gramado já como campeões. “Estou muito alegre, mas precisamos pensar no jogo, pois tomamos um sufoco no primeiro tempo”, priorizou o comandante Marcelo Oliveira.
Seria difícil, contudo, fazer o Cruzeiro encarar o jogo com a mesma seriedade do Vitória. Apesar de ter voltado a campo com o jovem Everton no lugar de Egídio, vaiado no primeiro tempo por causa de sua passagem apagada pelo clube baiano. Do outro lado, Ney Franco reforçou o seu ataque com William Henrique na vaga de Renato Cajá.

O Cruzeiro Mereceu O Tri-Brasileiro
Como era de se esperar, o Vitória tomou a iniciativa de tentar acuar o campeão brasileiro no segundo tempo. William Henrique criou uma oportunidade logo em sua primeira participação no confronto. Aos cinco minutos, o gol. Em uma nova saída de bola errada do Cruzeiro, Dinei recebeu do jogador que havia acabado de entrar, dividiu com Fábio e conferiu.
O gol do Vitória fez alguns torcedores do Cruzeiro, mesmo com o título, exibirem feições preocupadas no setor visitante do Barradão. A agonia com o desempenho da equipe campeã duraria pouco. Aos 25 minutos, quando os donos da casa reclamavam de impedimento, Dagoberto avançou sozinho pela esquerda e rolou para Júlio Baptista empurrar para a rede.
Ainda houve tempo para mais. Aos 35, Ricardo Goulart recebeu assistência de Willian e bateu colocado para sacramentar o resultado positivo sobre o Vitória. Àquela altura, a torcida rubro-negra já deixava as arquibancadas do Barradão, enquanto os cruzeirenses se sentiam donos da casa. Até mesmo Marcelo Oliveira e os seus reservas deixaram de ver a partida para comemorar nos minutos finais.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 1 X 3 CRUZEIRO
Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Data: 13 de novembro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Carlos Berkenbrock e Neuza Inês Back (ambos de SC)
Público: 27.168 pagantes
Renda: R$ 361.447
Cartões amarelos: Victor Ramos, Juan e William Henrique (Vitória); Borges (Cruzeiro)
Gols:
VITÓRIA: Dinei, aos 5 minutos do segundo tempo;
CRUZEIRO: Willian, aos 36 minutos do primeiro tempo, e Júlio Baptista, aos 25, e Ricardo Goulart, aos 35 minutos do segundo tempo
VITÓRIA: Wilson; Ayrton (Pedro Odoni), Kadú, Victor Ramos e Juan; Marcelo (Euller), Cáceres, Escudero e Renato Cajá (William Henrique); Marquinhos e Dinei
Técnico: Ney Franco
CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Dedé, Léo e Egídio (Everton); Leandro Guerreiro, Lucas Silva e Ricardo Goulart; Dagoberto (Tinga), Borges (Júlio Baptista) e Willian
Técnico: Marcelo Oliveira

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